A renovação do Toyota Corolla fez bem para o sedã. Não apenas pela elevação das vendas, que nos últimos dois meses fichou na casa de 5,5 mil unidades, mas o sedã ficou mais gostoso de dirigir. Um dos responsáveis foi a nova transmissão automática do tipo CVT, batizada de Multidrive-S, que emula sete marchas, disponível desde a versão entrada GLi, única que ainda mantém opção manual e motor 1.8 litro.


A caixa tornou o Corolla mais econômico (ver ficha) e também mais dinâmico. As trocas ficaram mais rápidas e o motor 2.0 litros de 153 cv responde sempre com agilidade. Ou seja, finalmente o Corolla ficou legal de se dirigir.


Quem já teve uma unidade da geração sabe que o sedã sempre primou pela excelente construção e confiabilidade. Mas deve reconhecer que o modelo era conservador e não inspirava emoções. Boa parte da sonolência se devia à jurássica transmissão automática de quatro marchas, que estrangulava o sedã e o fazia beber além da conta.


A parte visual agrada, apesar de ele ter ficado com uma cara de Hyundai, o que depõe contra o Corolla. Mas é um carro bonito e sem aquele ranço de “tiozão”, como na geração passada.


Testamos a versão intermediária XEi 2.0, oferecida por R$ 81.480, que tem pacote de conteúdo caprichado, com bancos revestidos em couro, sistema de entretenimento com monitor em LED de 6,1 polegadas sensível ao toque, GPS (muito confuso por sinal), rádio leitor de DVD, CD, MP3, entrada USB, viva voz Bluetooth e até TV digital, que funciona apenas com a alavanca na posição de estacionamento. Ele ainda oferece ar-condicionado digital de duas zonas, trio elétrico, e tudo mais que se exige de um carro desse preço.


Mas o Corolla mantém seu DNA careta. Por dentro, o desenho é conservador, com um painel recuado. Fator que é realçado pelo tradicional relógio digital, que parece ser uma obrigação em todos os modelos da marca. No entanto, tem-se uma sensação maior de espaço para quem viaja na frente.


Seu rodar macio e suave também foi mantido, graças ao bom acerto de suspensão. O isolamento acústico também agrada e pouco se ouve do que vem do lado de fora.


Realmente o Corolla é um carro excepcional, o problema é quando a gente descobre que, nos Estados Unidos ele custa a partir de R$ 37 mil, mais barato que a versão de entrada do Etios. Aí complica!