Dia sim e outro também: festa. A rotina de farra na Savassi, alimentada pela Copa e pelos milhares de turistas estrangeiros que desembarcaram em Belo Horizonte para acompanhar o Mundial, tem minado a paciência de alguns comerciantes e moradores da região. 
 
Pela manhã, o que eles encontram na porta do trabalho ou de casa é muito lixo e xixi. E, durante o dia e noite afora, o barulho de tirar o sono, da música alta e do grito dos torcedores que se aglomeram nos bares e restaurantes, sobretudo durante as partidas. 
 
Insuficientes, na avaliação dos moradores, são os banheiros químicos, que lideram a lista das reclamações. A prefeitura deve ampliar, até esta sexta-feira (27), o número de equipamentos, dos atuais 150 para 230.
 
A limpeza das calçadas também tem deixado a desejar. Segundo a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), cada regional da prefeitura tem um caminhão-pipa, usado para lavar as ruas. Porém, não foi montado um esquema especial para atender a Savassi.
 
Em relação à coleta do lixo, a situação é considerada satisfatória. São 14 toneladas recolhidas na Savassi, em dias de jogos no Mineirão, contra meia tonelada em dias normais. A média de “público” na região é de 10 mil pessoas, que se espalham pelo quadrilátero da Praça Diogo de Vasconcelos e adjacências.
 
Depois que vão embora, ficam os problemas. “Não há quem trabalhe e more por aqui, à exceção dos donos de bares, que esteja satisfeito com tamanha desordem. A Savassi não é lugar para esse tipo de festa. Durante um ano e meio, passamos por obras e foram gastos milhões para revitalizar a região. Agora vão destruir o local”, reclama a presidente da Associação de Lojistas da Savassi (Alsa), Maria Auxiliadora de Souza.
 
Há quem, no entanto, pondere as críticas, lembrando dos ganhos para o comércio. “Se os incômodos existem, vão passar em breve. Daqui a pouco, a Copa acaba”, diz a moradora Suzana Faria.