Porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais - e representante de centenas de bombeiros que atuaram e atuam na tragédia de Brumadinho -, o tenente Pedro Aihara publicou, nas redes sociais, uma mensagem de Natal em que relembra o desastre ocorrido na região Central do Estado. 

Ao lado de três sobreviventes que foram resgatados pelos militares, o oficial escreveu: "330 dias ininterruptos de operação e a alguns dias do Natal, a gente vem pra essa terra de gente forte e batalhadora lembrar que não importa o tamanho da tragédia, o (re)nascimento do amor sempre acontece. Sebastião, Elias, Walter".

Os três homens citados por Aihara estavam em uma picape que "flutuou" no meio de milhões de metros cúbicos de lama. "Alguns chamam de acaso, mas o nome disso é milagre. Quase 11 meses depois a gente vem se reencontrar aqui pra lembrar que a nossa fé nos ampara, guia e suporta em qualquer cenário", publicou o oficial.

Na sequência, ele fala sobre fé e solidariedade. "Que possamos, sob a luz do Mestre, ajudar, cada um a seu modo, a levar tranquilidade, felicidade e serenidade aos lares de todas as famílias que merecem, mais do que nunca, um feliz natal".

A tragédia de Brumadinho aconteceu no dia 25 de janeiro, depois do rompimento de uma barragem na mineradora Vale. O desastre deixou 270 mortos, sendo que 13 permanecem desaparecidos. 

Confira abaixo a íntegra da mensagem do tenente Pedro Aihara:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Natal, embora a gente às vezes se esqueça disso, é sobre nascimento. Nascimento de Jesus que quer dizer nascimento de amor, independente de qual for a sua crença. 330 dias ininterruptos de operação e a alguns dias do Natal, a gente vem pra essa terra de gente forte e batalhadora lembrar que não importa o tamanho da tragédia, o (re)nascimento do amor sempre acontece. Sebastião, Elias, Walter. Três vítimas da tragédia de Brumadinho que sobreviveram e foram resgatados pelas equipes do CBMMG. Nasceram de novo flutuando em uma picape no meio de 10,5 milhões de metros cúbicos de lama. Alguns chamam de acaso, mas o nome disso é milagre. Quase 11 meses depois a gente vem se reencontrar aqui pra lembrar que a nossa fé nos ampara, guia e suporta em qualquer cenário. Tenho a honra de poder ajudar a contar a história de cerca de seis mil homens e mulheres que preferiram chamar de milagre o que outros chamariam de impossível. Que possamos, sob a luz do Mestre, ajudar, cada um a seu modo, a levar tranquilidade, felicidade e serenidade aos lares de todas as famílias que merecem, mais do que nunca, um feliz natal. O nosso Deus (independente de qual for a sua religião) é o Deus do (que parecia ser) impossível. Que venha sempre o Natal para relembrar que sempre há esse (re)nascimento. ❤️

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