Belo Horizonte registrou durante o ano de 2013 uma média diária de 48 acidentes de trânsito com vítimas. Ao todo, foram 17.689 casos deste no ano passado, sendo 170 deles com morte. Para conscientizar a população para um problema que é grave, a Polícia Civil, por meio do Departamento de Trânsito (Detran), realiza nesta quarta-feira (5) uma ação no obelisco da Praça 7, no Centro da capital.
 
A partir desta noite, o monumento será iluminado para lembrar o Dia Mundial em Homenagem às Vítimas de Trânsito. O tom laranja foi escolhido por simbolizar calor humano e solidariedade, além de ser a cor representativa da “Parada pela Vida” – movimento nacional pela redução de acidentes, que integra a campanha da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas (ONU).
 
Para o diretor do Detran, delegado Anderson Alcântara, a adoção de medidas que busquem diminuir o número de acidentes é urgente. “Temos que mudar atitudes, dirigir com responsabilidade e nos solidarizar com as vítimas do trânsito”, afirma.
 
Além de matar, os acidentes ainda podem provocar sequelas nos sobreviventes. É o caso de Amanda Andrade de Lima, de 18 anos, que foi atropelada por uma motocicleta e sofreu várias fraturas e traumatismo craniano. Hoje ela se locomove com dificuldade e precisa de ajuda para reaprender a ler, escrever e andar. 
 
Segundo a mãe da jovem, Gisele Andrade Lima, a família sempre pensou que a preocupação maior era orientar os filhos em relação às drogas. “Não dávamos tanta importância às questões de segurança ao atravessar uma rua. Agora é diferente”.
 
A homenagem na Praça 7 será mantida até o dia 16 de novembro, quando outro evento já está marcado em BH para lembrar a importância da segurança no trânsito. Desta vez, o tema será lembrado em uma caminhada e uma apresentação da banda do Corpo de Bombeiros Militar na Praça Floriano Peixoto, no bairro Santa Efigênia.