Após três meses sob controle, a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) em Belo Horizonte voltou à fase de alerta após atingir 50,6% sexta-feira (4). Já as enfermarias tem 47,9% de ocupação, segundo o último boletim epidemiológico.

O número médio da taxa de transmissão do vírus também encontra-se em sinal de alerta. O Rt está em 1,06, o que significa que 100 pessoas têm potencial de infectar outras 106 na capital. Quando esse índice insiste em ficar acima de 1, significa um sinal de que é necessário ficar em estado de alerta, segundo os epidemiologistas da prefeitura. 

Belo Horizonte contabiliza 55.170 casos confirmados de Covid-19, com 1.685 mortes em decorrência do vírus. Somente nas últimas 24 horas, dez pessoas perderam a vida na capital para o coronavírus. Outros 2.652 doentes seguem em acompanhamento.

A região Noroeste tem o maior número de vítimas da epidemia, onde foram registradas 217 mortes pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocada pelo novo coronavírus. Em seguida vem a Nordeste (200); Oeste (201); Venda Nova (192); Barreiro (190); Leste (187); Centro-Sul (176);  Norte (163) e Pampulha (159). 

Já o índice de isolamento social permanece em torno de 40%, nos dias úteis.

Esses números levaram ao recuo no afrouxamento das medidas restritivas e a partir da próxima segunda-feira (7) restaurantes, bares, lanchonetes e quaisquer outros serviços de alimentação estão proibidos de vender bebidas alcoólicas no local, independentemente do dia ou do horário de funcionamento. Conforme o decreto, a restrição também se aplica às feiras públicas ou feiras licenciadas em propriedades públicas e privadas.

A Prefeitura de Belo Horizonte também suspendeu eventos gastronômicos, shows e espetáculos.