Uma operação que investiga um esquema milionário de sonegação fiscal e falsidade ideológica foi deflagrada nesta quarta-feira (24) em Minas. Até o momento, foi apurado um prejuízo ao Estado de R$ 134 milhões. 

A ação, denominada Colinas de Rocha, cumpriu mandados de busca e apreensão contra diversos investigados em Várzea da Palma, no Norte de Minas, e São Paulo. Foi determinado, ainda, conforme autorização judicial, o bloqueio de 90 imóveis, cem veículos e duas aeronaves.

A operação, realizada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) – grupo integrado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual, pela Polícia Civil e pela Advocacia-Geral do Estado (AGE) – tem como um dos principais objetivos a identificação do uso de terceiros para ocultar os verdadeiros proprietários e blindar os patrimônios.

“O possível uso de “laranjas” na dinâmica criminosa pode favorecer a prática de sonegação fiscal e dificulta a fiscalização tributária”, diz o MPMG. Pelo órgão, atuou a 2ª Promotoria de Justiça de Várzea da Palma, com apoio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet).

Participaram da operação promotores de Justiça, 22 servidores da Receita Estadual, dois delegados de Polícia Civil e 20 policiais civis. A operação contou, ainda, com apoio dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPMG e do Ministério Público do Estado de São Paulo, além da Polícia Militar de Minas Gerais.

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