A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta segunda-feira (6), uma operação para combater fraude na concessão de registro de armas de fogo em Belo Horizonte. Durante a manhã, agentes federais foram aos escritórios de dois despachantes para cumprir mandados de busca e apreensão. 

Nos locais, foram apreendidos documentos e computadores. Ninguém foi preso. De acordo com as investigações, os dois despachantes utilizavam comprovantes de residência e de atividade lícita falsos, para instruir vários procedimentos para aquisição e registro de armas de fogo para seus clientes junto à PF.

No último dia 5 de abril, a corporação também cumpriu mandado judicial de busca e apreensão em escritório de outro despachante na cidade de Itabira, na região Central de Minas. "Esse despachante agia da mesma forma, apresentando comprovantes de residência falsos, visando a obter autorização para aquisição e registro de armas de fogo para seus clientes", destacou a PF. 

Na ocasião, foram apreendidos diversos documentos falsificados e equipamentos de informática.

Novas armas

Recentemente, o Hoje em Dia mostrou que Minas lidera o ranking nacional de novos registros por pessoas físicas. No Estado, conforme a PF, foram emitidos 1.301 documentos no primeiro trimestre, uma média de 14 por dia. Em segundo lugar aparece São Paulo, com 1.157, e, em terceiro, o Rio Grande do Sul, com 1.040 licenças.

Para especialistas em segurança pública, o número está diretamente ligado ao decreto publicado em janeiro, pelo governo federal, flexibilizando a posse de revólveres, pistolas e afins no país. Com a medida, cidadãos com mais de 25 anos foram autorizados a comprar até quatro armas de fogo para guardar em casa. 

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