Após mais um ônibus incendiado na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Polícia Militar iniciou, nesta terça-feira (15), uma operação para combater os ataques a coletivos. As ações são realizadas na capital, Contagem, Betim e Vespasiano. O objetivo é prevenir novos incêndios e identificar os criminosos envolvidos nos crimes. 

Entre as ações que serão empenhadas nos próximos dias, estão o monitoramento de pontos específicos, batidas policiais em locais estratégicos e orientações a donos de postos de combustíveis sobre a venda de material inflamável.

Além disso, os militares farão contato com as empresas de ônibus, como forma de garantir que os veículos possam funcionar normalmente.

Um dos pontos onde é realizado o monitoramento é a rua Professora Gabriela Varela, no Floramar, próximo ao Conjunto Felicidade, onde ocorreu um dos incêndios a ônibus.

Segundo o major Rafael Coura Cavalcante, a operação Fênix, como é chamada, contará com o apoio do Comando de Policiamento da Capital (CPC), da 2ª Região de Polícia Militar (2ª RPM) e dos Comandos de Policiamento Especializado (CPE) e de Aviação do Estado (Comave). O blindado do Bope também será utilizado.

Quarta-feira (9)
O primeiro incêndio a ônibus ocorreu na quarta-feira (9). Um coletivo da linha 5502 C (Pousada Santo Antônio) foi queimado no bairro Jardim Vitória, na região Nordeste de Belo Horizonte.

Sexta-feira (11)
Dois dias depois, na sexta-feira (11), outro ônibus foi queimado no mesmo bairro. Desta vez, a linha 825 (Estação São Gabriel/ Vitória II via UPA Nordeste). 

De acordo com a Polícia Militar, o caso ocorreu na rua 2.469, altura do número 140, no Jardim Vitória, por volta de 23h30. Segundo informações do motorista do coletivo, ele iria fazer uma manobra de retorno em uma rotatória quando dois automóveis interceptaram o veículo.

Em seguida, três homens fortemente armados desembarcaram dos carros e mandaram que o condutor e sete passageiros descerem. Um dos suspeitos lançou gasolina sob o veículo maior, que ficou destruído.

Um dos criminosos deixou um bilhete com os seguintes dizeres: "a partir de hoje, se não parar com a opressão dentro da (penitenciária) Nelson Hungria e não se tirar o diretor que está lá, nós vamos começar a matar os agentes e vamos acabar com Minas Gerais. E se a visita dos nossos amigos não voltar até o mês que vem, BH e Minas vão ser destruídos. Então, dá um jeito para a gente não começar a atacar os agentes".

Em seguida, os homens fugiram. A perícia compareceu ao local. O bilhete e a ocorrência foram encaminhadas para a Central de Flagrantes 1, no bairro Floresta, na região Leste de BH.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) sobre o assunto e aguarda um retorno.

Sábado (12)

No dia seguinte, sábado (12), um veículo da linha 705, que faz o trajeto entre a Estação São Gabriel, na região Nordeste de BH, e o bairro São Tomaz, na região Norte da capital, foi destruído.

Segunda-feira (14)

O quarto ônibus incendiado pertencia à linha 5605, que faz o trajeto entre o bairro Serra Dourada e a Estação Morro Alto, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em nenhum dos casos houve feridos. A Polícia Civil investiga os crimes.

Procurada, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que ainda não há data confirmada para o retorno das visitas presenciais nos estabelecimentos penais de Minas Gerais. "O cenário está sendo avaliado diariamente pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp)", explicou, em nota. Apesar disso, declarou que a pasta colocou em prática um projeto para visitas virtuais nas unidades prisionais. Sobre as críticas à direção do presídio, a Sejusp informou que as denúncias só podem ser apuradas caso elas sejam feitas nos canais oficiais, como a Ouvidoria do Sistema Penitenciário. 

Leia a nota na íntegra:

Ainda não há data confirmada para o retorno das visitas presenciais nos estabelecimentos penais de Minas Gerais. O cenário está sendo avaliado diariamente pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Diante da suspensão das visitas presenciais, o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) colocou em prática o projeto "A esperança vem de casa", que consiste em visitas virtuais, realizadas em salas das áreas administrativas das unidades prisionais.

Ao todo já foram realizadas mais de 40 mil visitas familiares virtuais em Minas Gerais desde a implantação do projeto. No Estado, mais de 90% das unidades estão ofertando esta modalidade de visitação para garantir que custodiados e familiares possam se encontrar neste momento de necessidade do distanciamento social.

Das 194 unidades prisionais administradas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), 181 já ofertam a visitação online. Além das visitas a distância, a pasta incentiva também o envio e recebimento de cartas, além de realizar as ligações telefônicas. A média do sistema prisional é de 35 mil cartas recebidas e enviadas e de 15 mil ligações realizadas semanalmente.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), ressalta que não compactua com qualquer desvio de conduta de seus servidores e que toda a ação inadequada, quando devidamente formalizada, é apurada com o rigor e a celeridade exigidos, respeitando sempre o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Para que as denúncias sejam devidamente apuradas, é necessário, contudo, que elas sejam feitas mediante os canais oficiais, como a Ouvidoria do Sistema Penitenciário, a fim de que os dados repassados sejam apurados com a seriedade que o tema exige.