Equipes da Fiscalização Preventiva Integrada em Minas Gerais (FPI-Minas) apreenderam 1.050 kg de queijos impróprios para o consumo, na região Noroeste do Estado.

A primeira apreensão foi na segunda-feira (26), em um estabelecimento de Bonfinópolis de Minas. Segundo os fiscais, o proprietário adquiriu o produto de outros fabricantes e o armazenava sob condições impróprias antes de encaminhá-lo para revenda. Os produtos ficavam em prateleiras de madeiras, em temperatura ambiente. A queijaria foi interditada e os 850 kg de queijo Minas foram destruídos na usina de triagem e compostagem de Presidente Olegário.

Na terça-feira (27), uma blitz numa rodovia federal flagrou o transporte irregular de outros 200 kg de queijo, que também foram apreendidos.

Uma portaria do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) estabelece que as instalações em que esses produtos serão armazenados precisam de higienização e vedação adequadas. “O piso deverá ser impermeável, resistente a impactos, a ácidos e álcalis, antiderrapante e de fácil limpeza. As paredes em alvenaria deverão ser impermeabilizadas até a altura mínima de dois metros”, explica o fiscal Renato Coutinho. 

Ainda de acordo com o IMA, para evitar qualquer tipo de contaminação, o armazenamento e o transporte de produtos perecíveis devem seguir regras que garantam a integridade e a qualidade do produto. No caso dos queijos frescos, é obrigatória a refrigeração no local de armazenamento e nos veículos de transporte.

Além disso, o leite e seus derivados são produtos de alta perecibilidade, que exigem temperaturas adequadas, para garantir boas condições de uso e, em consequência, proporcionar segurança à saúde do consumidor.