O presidente da Cohab, Cláudio Vinícius, afirmou nesta quarta-feira (8), que a operação de reintegração de posse das ocupações do Isidoro, na zona Norte de Belo Horizonte, pode ser retomada a qualquer momento. Venceu o prazo da liminar concedida pelo TJ aos moradores, suspendendo a ação que ocorreria no mês passado. O movimento conseguiu outra liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas ela também pode ser cassada.
 
Nesta quarta foi discutido o destino das famílias ocupantes do terreno, no Minascentro. Na mesa de negociações estavam representantes das ocupações da área do Isidoro, dos governos estadual e federal, da Assembleia Legislativa, da Defensoria Publica e intermediadores da PUC Minas. A prefeitura de Belo Horizonte e a Caixa Econômica Federal não enviaram porta vozes. A assessoria de imprensa da PBH informou que a administração aguarda o cumprimento da ordem judicial que determinou a reintegração de posse da área invadida.
 
Em meio a discussões calorosas, o único acordo acertado foi a realização de um novo cadastro de famílias, com acompanhamento da Cohab, Ministério Público, Defensoria Pública, PUC Minas, UNA, os movimentos sociais e as coordenações das ocupações. Entretanto, ainda não há consenso sobre o espaço das ocupações que deve ser mantido, diante da previsão de obras do programa Minha Casa Minha Vida no local.
 
Os moradores não abrem mão da manutenção das áreas já consolidadas, com maior número de residências. Porém, nas ocupações Esperança e Vitória o terreno já está destinado às obras do Programa Minha Casa Minha Vida, que devem ser executadas pela construtora Direcional.
 
Atualmente, 8 mil famílias residem na área do Isidoro, segundo os movimentos sociais. Os prédios a serem erguidos preveem 8.896 moradias, parte seria destinada aos moradores das ocupações, a depender do novo cadastro, e o restante às famílias de Belo Horizonte que aguardam na fila de espera por esses apartamentos.
 
Não há previsão de quando ocorrerá nova reunião para negociação do impasse. 
 
Atualizada às 19h20