As buscas pelos desaparecidos após o rompimento da Barragem I da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH, entraram nesta quarta-feira (20) no 55ª dia. Esse foi o número de dias que o Corpo de Bombeiros procurou por vítimas do rompimento da barragem Fundão, em Marina, na região Central de Minas.

Como não há previsão para o encerramento dos trabalhos em Brumadinho, já que 97 pessoas continuam desaparecidas em meio aos rejeitos de lama, a operação tornara-se, nesta quinta-feira (21), a mais longa da história do Estado. A informação é da Defesa Civil Estadual.

O desastre de Mariana aconteceu em 5 de novembro de 2015 e deixou 19 mortos, sendo que o corpo de uma das vítimas nunca foi localizado. Em Brumadinho, a catástrofe ocorreu às 12h20 do dia 25 de janeiro deste ano. Até o momento, 209 mortos, entre funcionários e terceirizados da mineradora Vale, além de moradores da região, foram confirmados.

Buscas

Neste 55º dia de buscas, 137 militares do Corpo de Bombeiros estão empenhados para localizar os corpos. Para ajudar a escavar a lama, eles se dividiram em 15 frentes de trabalho, e contam com o auxílio de 76 máquinas pesadas, seis binômios, dois drones e um helicóptero. Os trabalhos do dia serão encerrados somente às 23 horas.

Doação

No último sábado (16), a Vale formalizou uma doação de R$ 20 milhões para o Corpo de Bombeiros de Minas para a compra de equipamentos e modernização das estruturas da corporação. Do montante total, serão destinados R$ 15 milhões para compra de equipamentos e capacitação profissional da corporação. Outros R$ 5 milhões serão usados para a implantação de uma estrutura de treinamentos na Academia dos Bombeiros, em BH.

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