O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Secretaria de Fazenda de Minas Gerais, com o auxílio da Polícia Militar (PMMG) deflagram na manhã desta sexta-feira (27) uma operação conjunta, denominada “Não tem preço”, que desarticulou um esquema de aluguel de máquinas de cartão de crédito e débito utilizadas para ocultar faturamento de empresas e lavagem de dinheiro, em Uberlândia. Foram expedidos oito mandados de busca e apreensão, dois de condução coercitiva e seis de prisão preventiva (cinco foram cumpridos). Foram ainda bloqueados R$ 17,6 milhões.

Segundo o MPMG, as investigações demonstraram que empresas eram utilizadas para alugar máquinas POS (point of sale). Com isso, foi desbaratado um esquema de ocultação de faturamento por empresas uberlandenses.

A fraude consiste em alugar máquinas de cartão de crédito ou débito em nome de terceiros para que as vendas não saiam em nome da empresa que comercializa as mercadorias e serviços, possibilitando, assim, a sonegação de impostos com a ocultação de faturamento e lavagem de dinheiro de origem diversas.

Além disso, o MPMG afirma que as provas demonstram um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de “factoring”, serviços de engenharia, representação comercial, comércio de madeiras e uma “holding” de instituições não financeiras.

A operação contou com a participação de quatro promotores de Justiça, 11 auditores fiscais da Receita Estadual e 50 policiais militares.