Quatro mandados de prisão temporária foram cumpridos na manhã desta quarta-feira (27) por uma força-tarefa em uma operação para desarticular um esquema de sonegação envolvendo empresas do setor de produção de lonas plásticas, sediadas nas cidades de Ibirité e Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os alvos foram empresários suspeitos de comandar um esquema criminoso que causou prejuízo de mais de R$ 150 milhões aos cofres públicos.

A operação Beija Lona também cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Contagem, Ibirité e Belo Horizonte. A força-tarefa foi composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Polícia Civil (PCMG), Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) e Advocacia-Geral do Estado (AGE).

Segundo as investigações, a fraude consistia na aquisição de notas fiscais frias, emitidas por empresas de fachada localizadas na região de Sarzedo e Ibirité, que serviam para diminuir o imposto devido pelas empresas investigadas. Esse esquema teria tido início no final dos anos 90, com a empresa Plastibi Plásticos Ibirité – já desativada. A partir de então, uma série de sucessões empresarias fraudulentas deixou para trás um milionário passivo tributário, superior a R$ 150 milhões.

Além do crime de sonegação fiscal, apura-se também a prática de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em caso de condenação as penas poderão superar os 15 anos de reclusão.

Força-tarefa

As investigações foram conduzidas pelo delegado Vitor Abdala e pelo promotor de Justiça Fábio Nazareth, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet/Contagem), e subsidiadas em informações e documentos produzidos pelos núcleos especializados da SEF.

Participaram da operação dois promotores de Justiça, quatro delegados de Polícia, 16 investigadores e 19 servidores fazendários.

Fonte: Secretaria de Estado de Fazenda (SEF)