Uma quadrilha especializada em receptação e venda de carros e peças veiculares roubadas foi alvo de uma megaoperação deflagrada, nesta quarta-feira (17), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. Além dos roubos e furtos dos automóveis, a organização criminosa também é investigada por cometer fraudes contra seguradoras. O prejuízo estimado somente em 2016, conforme balanço da Confederação Nacional de Empresas de Seguros, é de R$ 520 milhões.

A operação, denominada Calhambeque, foi realizada no Sul de Minas e em algumas cidades de São Paulo. Essa é a segunda fase da ação, que na primeira etapa cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e outros 16 de prisão preventiva. Além disso, 12 pessoas foram presas em flagrante. Na ocasião, de acordo com o MP, diversos veículos adulterados e produtos de crime foram localizados.

As investigações prosseguiram e foi descoberto que a quadrilha continuava a cometer o mesmo tipo de crime. Por isso, a Justiça expediu novos mandados de prisões preventivas, que foram executados nesta quarta-feira. Conforme o Gaeco, um advogado da organização, que possui envolvimento ativo com a prática dos crimes, também teve a prisão preventiva decretada. O órgão não divulgou quantos suspeitos foram presos nesta nova fase da operação.

Os investigados podem responder por recepção qualificada, estelionato, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e organização criminosa. 

Modo de agir

Os investigadores apuraram que o grupo trazia de São Paulo para as cidades mineiras de Varginha e Elói Mendes automóveis furtados, roubados ou fruto de estelionatos contra seguradoras. Na sequência, os veículos eram desmanchados e tinham as peças vendidas em estabelecimentos dos municípios.