No Vale do Mucuri estão as três cidades que mais desmatam em Minas Gerais. No entanto, além de Ladainha, Itaipé e Novo Cruzeiro, outros cinco municípios da região vão passar por fiscalização que vai percorrer 300 mil hectares até o próximo dia 30 para identificar áreas e punir os responsáveis por 15% do desmate irregular no Estado.

A operação “Macaco Muriqui” foi deflagrada na última quinta-feira (24) em parceria da Secretaria de Estado de Meio Ambiente Desenvolvimento Sustentável (Semad) com o Ministério Público Estadual. Cerca de 60 técnicos do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) e integrantes das polícias Civil e Militar formam as equipes.

Na região de Malacacheta, Caraí, Poté, Catuji e Teófilo Otoni, cidades que serão fiscalizadas, estão duas unidades de conservação estaduais, a Área de Proteção Ambiental (APA) Alto Mucuri e a Área de Proteção Especial (APE) Todos os Santos. A operação investigará áreas de desmatamento indicadas pelo monitoramento por satélite.

Segundo o diretor de Fiscalização dos Recursos Florestais e Biodiversidade da Semad, Bruno Zuffo Janducci, os pontos foram indicados pela vigilância realizada pelo Sisema e pela organização não governamental SOS Mata Atlântica, que anualmente divulga dados sobre o desmatamento no bioma.

O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica dos anos de 2011 e 2012 aponta os municípios localizados na área APA Alta Mucuri como responsáveis por 15% do desmatamento irregular realizado em Minas Gerais. Na mesma operação serão fiscalizados os caminhões de carvão, comércio e empresas empacotadoras.

“Sabemos que os locais pré-definidos tiveram supressão de mata e cabe aos fiscais identificar se foi autorizada ou não, quais os estágios e tipo de vegetação e, no caso de florestas plantadas, se os limites declarados estão sendo cumpridos”, explica Janducci.