Dez pessoas foram presas e 11 mandados de busca e apreensão cumpridos durante operação da Polícia Civil com o objetivo de combater uma organização criminosa especializada em aplicar golpes em idosos em cidades de Minas e de outros estados. Só em Poços de Caldas, na região Sul mineira, o prejuízo das vítimas é estimado em cerca de R$ 400 mil.

De acordo com a corporação, as investigações tiveram início há cerca de dois meses e apontaram que o grupo agia em diversos municípios, como Belo Horizonte, Uberlândia e Uberaba, no Triângulo; Varginha, Três Corações, Poços de Caldas e Pouso Alegre, no Sul, além de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Segundo apurado, os suspeitos efetuavam contato telefônico com as vítimas, passando-se por funcionários de instituição bancária, sob alegação de que os cartões de crédito teriam sido clonados. Na sequência, integrantes do bando se deslocavam até a residência dessas pessoas apresentando-se como policiais civis e recolhiam os cartões, com os quais realizavam diversas transações (saques, empréstimos e compras).

O delegado responsável pelas investigações, Thiago Henrique do Nascimento Moreira, pede para que os lesados pela organização procurem a polícia. "As pessoas que foram vítimas de golpes similares devem procurar a delegacia para registrar ocorrência. É importante ressaltar também que nem as instituições bancárias e nem a Polícia Civil efetuam o recolhimento de cartões bancários em residências", alertou.

Contragolpe

A operação "Contragolpe" foi deflagrada pela PCMG nesta terça nas cidades paulistas de Indaiatuba e Salto e contou com a participação de 25 agentes de Minas e 30 policiais civis de São Paulo. No total, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e oito de prisão. Outros três indivíduos já haviam sido detidos em datas anteriores, acusados de integrar a organização.

Além disso, outras duas pessoas foram autuadas em flagrante por tráfico de drogas, após apreensão de um tablete de cerca de um quilo de maconha, balanças de precisão, dinheiro e anotações relacionadas ao tráfico.

Durante as buscas, algumas delas realizadas em imóveis de luxo, foram arrecadados aparelhos celulares, notebooks, telefones utilizados nas centrais de onde partiam os telefonemas para as vítimas, cerca de R$ 36 mil, diversos cartões bancários, talões de cheque, máquinas de cartão e diversas anotações relacionadas aos golpes aplicados, inclusive contendo roteiro que era lido para as vítimas durante as ligações.

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