Para agilizar o atendimento à população, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) orienta gestores dos municípios a reforçar o atendimento nas unidades básicas.

A ideia é a de que o atendimento inicial dos pacientes seja feito nos centros de saúde, o que desafogaria a rede hospitalar e de pronto-atendimento. “Estamos pedindo para que os centros de saúde estendam o horário de atendimento. Grande parte desses pacientes pode e deve ser assistida nas unidades básicas de saúde”, explica o secretário Fausto Pereira dos Santos.

Nos postos, o atendimento é realizado de acordo com o determinado pelo protocolo do Ministério da Saúde, que prevê exame para o diagnóstico da doença, medicamento e hidratação. “Com essa assistência, conseguimos diminuir o risco de morte dos pacientes”, reforça o secretário.

Além do horário estendido, a secretaria também solicita aos prefeitos que mantenham os postos de saúde abertos nos fins de semana para que o atendimento seja agilizado.

O Hoje em Dia mostrou na edição de quarta-feira o calvário vivido por pacientes com suspeita de diagnóstico de dengue em unidades de saúde da Grande Belo Horizonte.

Em alguns locais, a espera pode durar até sete horas entre exame e hidratação. Outra queixa da população é a falta de medicamentos. Em algumas unidades, há falta de medicamentos para controle da febre e mesmo hidratação. “Temos medicamentos suficientes para atender os pacientes. Estamos identificando os lugares de maior necessidade para conseguirmos abastecer essas localidades”, diz o secretário Fausto dos Santos.

Resposta

Nas unidades de saúde estadual, a SES informou que a rede Fhemig está implantando estratégias de atendimento para minimizar a espera dos pacientes.

Ainda de acordo com Fausto dos Santos, a recomendação em todo o Estado é para que se priorize o atendimento de vítimas de dengue e zika vírus e que seja separado do atendimento rotineiro.