A Justiça decretou prisão preventiva do padastro acusado de espancar até a morte menino de 5 anos, que morreu no último dia 1º em uma Unidade de Pronto-Atendimento, na região Nordeste, em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, Michel Teixeira Santos, de 23 anos, foi ouvido novamente nesta terça-feira (6) e confessou as agressões contra a criança, mas negou ter cometido abuso sexual contra o garoto.

Segundo o suspeito, em depoimento à Polícia Civil, ele teria agredido o enteado após uma crise, já que estava fazendo uso de medicamento para amenizar a abstinência devido à interrupção do uso de drogas.

O delegado Emerson Morais, que investiga o caso, explicou que aguarda resultado de teste de PSA para saber se havia espermatozóide na cavidade anal da criança. No entanto, ele chama a atenção para a gravidade dos ferimentos relatado em exame. Conforme laudo, o menino foi vítima de volumosa hemorragia interna no tórax, laceração anal sugestiva de coito anal, infiltração hemorrágica subcutânea no couro cabeludo (região da nuca), além de vários hematomas pelo corpo.

De acordo com levantamentos, o padrasto da criança estava desempregado e, por isso, ficava responsável pelos três filhos da companheira quando esta estava trabalhando: além da vítima, uma criança de 9 anos e outra de 10 anos. Testemunhas relataram que o suspeito apresentava certa agressividade apenas com o menino de 5 anos.

O acusado teria iniciado uma relação amorosa com a mãe da vítima, agente penitenciária, há nove meses. Os dois moravam juntos, sendo que a mulher está grávida de sete meses do suspeito. O delegado Emerson Morais ressaltou que a polícia investiga se a mãe da criança tinha conhecimento das agressões sofridas pelo filho.