Um padre de 64 anos é suspeito de assédio sexual contra funcionárias de um colégio ligado a uma paróquia em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A primeira denúncia foi feita na quinta-feira (28), junto à Polícia Civil, e, nesta sexta (29), outras duas vítimas relataram abusos do idoso.

O padre é dono do colégio em que trabalhou por dois anos. A primeira vítima, em depoimento à PC, disse que o homem sempre tentava alguma forma de assédio às sextas-feiras. E que o padre já tocou nos seios dela e tentava forçar beijos na saída da instituição.

As outras vítimas que também denunciaram o religioso disseram que o assédio era constante e que os abusos duraram ao menos dois anos. Toda semana, segundo as duas mulheres, o religioisos tentava comprar o silêncio delas, oferecendo com valores que variavam entre R$300 e R$400. Uma delas disse que foi batizada ppelo padre, estudou na escola durante a juventude e que ainda trabalhou no lugar por cinco anos.

As primeiras investigações mostram que o pároco é conhecido em Santa Luzia. Ele é responsável por uma igreja no bairro São Benedito e dono de  dois colégios e de uma universidade no município.

A reportagem do Hoje em Dia não conseguiu contato com o padre investigado. A Polícia Civil afirmou que as investigações correm em sigilo na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Santa Luzia. 

Também procurada, a Arquidiocese de BH disse que "confia no processo de apuração das denúncias", e reforça a necessidade de rapidez no esclarecimento dos fatos. Por enquanto, a instituição não afastou o religioso das funções.

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