Os pais do bebê de 5 meses que morreu na última terça-feira (3) em um berçário de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, serão ouvidos pela Polícia Civil na tarde desta sexta-feira (6). Três pessoas ligadas ao estabelecimento já foram ouvidas e o espaço foi periciado.

De acordo com a delegada Renata Lima, responsável pela investigação, somente após o laudo da perícia sobre a causa da morte do bebê é que será possível saber se há responsabilidade de funcionários da creche. Um possível caso de síndrome da morte súbita de recém-nascido não é descartado.

“Era uma criança saudável, bem tratada, é possível que tenha sido uma morte súbita. A perícia tem 30 dias para entregar o laudo. Caso seja verificado que houve uma morte por asfixia, o perito irá realizar um exame clínico anatômico para verificar o que aconteceu. Por enquanto, não posso me adiantar em relação a esse caso”, afirmou a delegada.

Histórico

Conforme o registro da Polícia Militar (PM), a corporação foi acionada por volta das 11h20 na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Água Branca, para onde o bebê foi levado pelas funcionárias do berçário. A médica contou aos policiais que a criança já deu entrada com parada cardiorrespiratória, sendo que foi realizado o procedimento de reanimação sem sucesso.

A proprietária relatou à polícia que sempre faz o mesmo procedimento todo dia, tendo alimentado a criança com uma mamadeira por volta das 10h50, aguardou que ela arrotasse e, em seguida, a colocou no berço. Mas, em determinado momento, ela teria saído rapidamente do cômodo e, quando retornou, percebeu que o bebê estava com as mãos frias e sem reação. Após isso, levou-o imediatamente para a UBS.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Contagem, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), informou que a creche em questão não tinha "autorização de funcionamento para atendimento à Educação Infantil e nem havia solicitado a regularização de seu funcionamento".

O advogado do estabelecimento, Humberto Silva Junior, afirmou que o espaço não tinha regulamentação em caráter pedagógico, mas, sim, para funcionamento como berçário e, para isso, estava regularizado.

Segundo ele, a empresa presta solidariedade à família, está colaborando com a polícia e aguarda informações sobre o laudo técnico que irá determinar a causa da morte do bebê.