Zélia Oliveira, de 44 anos, tinha apenas nove quando começou a empreender, embora nem soubesse o que isso significava, de fato. Na escola, vendia desenhos sobre datas comemorativas e ilustrações sobre conscientização ambiental –legado da família de agricultores. A consultora Verlaine Prado, de 46, também começou cedo e, ainda adolescente, fazia bijuterias para ajudar a pagar as mensalidades do colégio onde estudava. 

Hoje, em comum, as duas têm histórias de superação e lideram projetos de sucesso. Amanhã, contarão como conseguiram driblar muitos percalços em uma palestra nas Faculdades Promove. O evento, que ocorrerá às 19h na unidade da avenida João Pinheiro, Centro-Sul da capital, vai abordar a força da mulher no mercado de trabalho, impactos que isso gera na economia, além de dicas para empreender.

A importância de se falar sobre empreendedorismo no Dia Internacional da Mulher é considerável, não só pela oportunidade de mostrar caminhos possíveis, partilhar experiências, mas também pelo espaço aberto para refletir sobre eventuais obstáculos. Coordenadora dos cursos de administração e gestão do Promove, Andreia Arnaut afirma que as adversidades passam pelas jornadas múltiplas e pelo machismo presente, também, no ambiente empreendedor.

“Ao mesmo tempo em que mulheres sofrem discriminação, por uma série de fatores, ainda ganham menos e precisam lidar com outras atribuições”, diz Andreia, uma das organizadoras da palestra.

Rede

Uma das convidadas para palestrar no evento, a administradora e mestre em gestão estratégica Flávia Ivar acrescenta que é preciso que as mulheres se ajudem. Para isso, criou, em 2016, o Instituto Mulheres SA, com o intuito de auxiliar empreendedoras de baixa renda e, dessa forma, criar um círculo do bem. 

“A rede funciona e tem uma gama diversa de profissionais de segmentos diferentes. Temos contadoras, engenheiras, psicólogas”, garante Flávia, que promove encontros entre mulheres que desejam ter um negócio próprio e as que já se estabeleceram. 
O instituto, que não possui vínculos religiosos ou políticos, serve como um suporte na iniciação daquela que deseja empreender. 

“É muito difícil iniciar, tem que ter muita coragem, disciplina, além de lidar com as jornadas múltiplas. Enquanto mulheres empreendedoras, procuramos apoiar umas as outras”, acrescenta. Também participarão do evento Ana Rodrigues, professora de cursos empresariais e sócia-fundadora da Just Coding, e Belisa Teixeira, franqueada da rede de salões de beleza Socila.