Nove escolas particulares da educação infantil fecharam as portas em Belo Horizonte por causa da pandemia de Covid-19. A interrupção das aulas presenciais, a incerteza do retorno à normalidade e o cancelamento de matrículas por parte dos pais ajudam a exlicar o encerramento das atividades.

A decisão das instituições já foi comunicada à Secretaria Municipal da Educação (Smed). Atualmente, a capital tem 650 unidades de ensino para crianças de até 6 anos, com aproximadamente 34.500 alunos matrículados. Todas estão sem aulas presenciais há quase três meses, quando a cidade registrou os primeiros casos do novo coronavírus.

Em Minas, 3.049 colégios privados oferecem a educação infantil. Porém, não há um levantamento oficial de quantas fecharam. Presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinep-MG), Zuleica Reis afirma que a educação infantil é a mais prejudicada pelo coronavírus.

Segundo ela, cerca de 40% dos pais cancelaram as matrículas dos filhos no Estado. As baixas podem ser explicadas porque menores de 6 anos não têm aulas on-line. Para esse público, as escolas realizam atividades que visam a contribuir para o desenvolvimento das crianças, mas não integram o calendário escolar.

Além disso, pela atual legislação, os pais não são obrigados a matricular nas escolas os filhos com até 3 anos. "A educação infantil é a mais afetada pela crise. As escolas menores estão sendo as mais atingidas. Há escolas que só têm crianças de 2 a 3 anos e, nessa faixa etária, os alunos não conseguem ficar vendo a professora brincando pela TV ou computador", lamentou Zuleica.