Na expectativa por reparações e punição aos culpados pela queda do viaduto Batalha dos Guararapes, parentes de Hanna Cristina dos Santos e Charlys Frederico do Nascimento contrataram advogados para acompanhar o processo judicial. Até o momento, as famílias conseguiram apenas medidas urgentes prestadas na época da tragédia, como atendimentos médico e psicológico, reembolso com despesas do funeral e novos automóveis.

Dois anos após queda de viaduto em BH, processo não tem data para ser julgado

Os demais 23 feridos também aguardam por justiça. Até o momento, nenhum acordo foi feito entre as empresas e os afetados.
Charlys Nascimento tinha 25 anos quando perdeu a vida na tragédia. O rapaz estava em um Fiat Uno esmagado após o desabamento da estrutura na avenida Pedro I.

Tanto a família de Hanna quanto a de Charlys contrataram advogados para acompanhar o processo na Justiça e buscar alguma reparação. Até o momento não foi feito acordo com as empresas envolvidas na queda do viaduto da Pedro I

 O pai dele, o cuidador de idosos Juarez Moreira de Melo, de 55 anos, lamenta a demora no andamento do processo e teme pela impunidade dos envolvidos. 

“É muito revoltante. A Justiça sempre foi muito complicada nesse país. É tudo lento e faltam informações para saber o que está acontecendo, principalmente para pessoas mais simples como nós”, afirma. Segundo ele, um novo advogado foi contratado recentemente. Até o momento, ele diz que com relação a indenizações a família recebeu apenas o dinheiro do seguro do carro. Mas isso, acrescenta Juarez Melo, está em segundo plano. “Não estou preocupado com dinheiro. Quero ver os culpados punidos”.

Antes da tragédia, Juarez conta que Charlys pretendia ter um filho e, assim, dar-lhe um neto. “Essa tragédia impediu a realização desse sonho e deixou a mãe dele completamente abalada. Até hoje ela não está bem”, diz o pai da vítima, que evita dar mais detalhes do estado de saúde da ex-mulher.

Neste domingo (3), acrescenta, será celebrada uma missa na igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, às 8h, em Jaboticatubas, cidade da Grande BH onde ele mora. “Estou sempre rezando muito e pedindo a Deus um desfecho”, reforça Juarez Melo.