A comunicação sobre fechamento de ruas e avenidas e a criação de bolsões de interdição em Belo Horizonte durante o Carnaval deverá ser revista para o próximo ano. A avaliação do presidente da BHTrans, Célio Bouzada, é de que o informe a moradores "foi insuficiente". 

Se os foliões aproveitaram para transitar com mais segurança, moradores se sentiram presos e com acesso restrito. A questão, inclusive, será discutida por vereadores da capital em audiência pública, marcada para o próximo dia 28 (quinta-feira), às 13h30, no Plenário Helvécio Arantes. Representantes da Belotur e da BHTrans foram convidados para participarem da sessão.

"Fizemos um grande esforço para incluir as informações de retenção no Waze e Google, e conseguimos reduzir acidentes e problemas de carros que se viam presos em meio a blocos", disse.

Segundo ele, os agentes do órgão sabiam e deviam informar a moradores que o acesso poderia ser feito nos momentos em que desfiles não estavam acontecendo, mas reconheceu que houve falhas. Além disso, Bouzada vê a ação do vereador Jair Di Gregório (PP), responsável por solicitar a reunião, como positiva para aprimorar o debate e melhorar o serviço.

No geral, a avaliação da BHTrans, em relação aos bolsões, foi positiva. "Não tem outra forma de trabalhar para evitar que pessoas fiquem rpesas no meio do tumulto", afirma Deusuite Matos, diretora regional de operação do órgão.  A estratégia de fechar áreas maiores deve permanecer mesmo na região do hipercentro, na praça 7, e o da Savassi, que foram mais complicados para o tráfego de veículos. 

O transporte público, conforme ela, também foi bem avaliado. "Eles cumpriram o quadro de horários e itinerários, tudo controlado pela central. Então qualquer erro já informávamos na hora e eram corrigidos pelo motorista", diz. 

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