Ao decretar a prisão preventiva do vereador de Belo Horizonte Ronaldo Batista e outros cinco suspeitos, o juiz sumariante do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, Marcelo Rodrigues Fioravante, chegou a comparar o caso com produções cinematográficas de grandes diretores de Hollywood, como Martin Scorsese e Francis Ford Coppola. Os seis detidos são suspeitos de participação em uma organização criminosa que envolve sindicatos e política. 

As prisões foram cumpridas nesta quinta-feira pela Polícia Civil. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, alguns dos acusados evidenciam relevante poder político e econômico, com forte atuação na condução de assuntos sindicais e na tentativa de influenciar nas investigações policiais.

Conforme a denúncia, o vereador Ronaldo Batista, que é presidente da Federação dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Minas Gerais, teria contratado um policial militar e um ex-policial penal para matar um vereador de Funilândia, com a participação e intermediação de um outro presidente de sindicato de motoristas da Grande BH.

O juiz Fioravante justificou o deferimento dos pedidos de prisão preventiva para resguardar a ordem pública, a instrução penal que se inicia e a segurança das testemunhas e dos familiares da vítima.

A reportagem entrou em contato com o defensor de Ronaldo Batista, Humberto Accioly, e aguarda retorno. 

A Câmara Municipal de BH disse que o processo não tem correlação com o mandato do vereador e, por isso, não vai se manifestar.