A Polícia Civil informou na tarde desta quarta-feira (21) que a paralisação de 24 horas realizada pelos servidores nesta quarta-feira (21) não comprometeu o atendimento ao cidadão em Minas Gerais. Em nota, a corporação informou que um levantamento realizado junto aos 22 Departamentos de Polícia Civil registrou apenas paralisações pontuais e que apenas uma das oito entidades que representam os policiais no Estado aderiu ao movimento nacional. 
 
Ainda em nota, a PC informou que "respeita as reivindicações democraticamente estabelecidas no país, mas apela aos policiais civis mineiros para que não percam de vista a necessidade de garantir ao cidadão um trabalho efetivo em favor da segurança pública, por considerar o comprometimento com a sociedade uma prioridade". Além disso, a corporação acrescentou que os policiais mineiros terão 15% de aumento nos salários a partir de junho, como parte do acordo feito com o Governo do Estado em 2011.
 
Nesta manhã, cerca de 150 policiais civis e federais se reuniram em frente ao Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), no bairro Lagoinha, região Noroeste de Belo Horizonte, e seguiram em passeata até a Praça 7, no Centro da capital mineira. No local, eles queimaram alguns caixões como forma de protesto e, segundo o presidente do Sindpol Denílson Martins, não está descartada a possibilidade de uma greve durante a Copa do Mundo no Brasil.
 
O movimento fez parte da paralisação nacional proposta pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) e aconteceu em outros 13 estados, além de Minas Gerais. Entre as reivindicações está a análise de dois projetos de emenda à Constituição. A PEC 51 prevê a desmilitarização da polícia e a PEC 54 estabelece critérios para a correção da aposentadoria especial dos servidores públicos.