A mosca-branca, praga que infestou os fícus centenários da avenida Bernardo Monteiro, no Santa Efigênia, e da avenida Barbacena (Santo Agostinho), colocam em risco também 50 espécimes do Parque Municipal de Belo Horizonte. Desde o início do mês, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) tenta controlar a população do inseto em 30 espécimes. O parasita provoca o contínuo desfolhamento da árvore, que não resiste e morre.

Até o fim do mês, a SMMA trabalhará na instalação de armadilhas para a captura da mosca-branca. Serão realizados, ainda, a poda de galhos comprometidos e o controle biológico à base de inseticida e fungicida.

Segundo o engenheiro agrônomo da SMMA Dany Sílvio Amaral, há 20 árvores no parque que não foram infestadas. “Estamos tratando nas árvores contaminadas. O objetivo é salvá-las e evitar a contaminação das demais” afirma.

Ação química
 
O engenheiro explica que a pulverização do controle biológico nas folhas das árvores impede a ação nociva da mosca-branca contra os fícus. “A eficácia do produto foi confirmada na segunda aplicação nas árvores contaminadas das avenidas Barbacena e Bernardo Monteiro”, informa ele, destacando que todas as árvores tratadas receberão reforço na adubação durante o período chuvoso.

Segundo a SMSA, serão realizados testes laboratoriais no solo e na folhagem para verificar a deficiência de cada exemplar. “Após os resultados, vamos entrar com a adubação adequada e a orgânica, independentemente do laudo”, diz o engenheiro agrônomo.

Para a realização do tratamento dos fícus do Parque Municipal, medidas preventivas foram adotadas, como orientação aos visitantes e isolamento de áreas onde são usados os produtos químicos. Até o fim deste mês, todas as árvores serão pulverizadas.

O mesmo não deve acontecer, pelo menos por enquanto, nas árvores contaminadas do Parque Lagoa do Nado, na Pampulha, e nas da Igreja da Boa Viagem. A falta de acordo com a Fundação de Parques impede o trabalho.