Parte de quadrilha suspeita de roubar transportadora internacional é presa na Grande BH

Thais Oliveira - Hoje em Dia
04/12/2014 às 18:13.
Atualizado em 18/11/2021 às 05:16

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (4), parte de uma quadrilha especializada em roubo a cargas na capital e Região Metropolitana de Belo Horizonte, durante a operação “Pegasus”. Três homens foram detidos suspeitos de participar ativamente dos assaltos. A polícia investiga agora os demais membros, que seriam os receptadores das mercadorias e informantes. Funcionários das empresas roubadas estão entre os suspeitos.    Somente uma transportadora internacional foi assaltada sete vezes pelo trio. Um dos assaltos ocorreu em 4 de junho, quando a empresa trazia uma carga encomendada para o consulado da Itália, localizado na região Centro-Sul da capital. A empresa teve passaportes em branco e uma impressora para a emissão desses passaportes levados pelos bandidos.   Segundo o delegado Matheus Cobucci, da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Venda Nova, Marco Antônio Franca, de 30 anos, Elias Novato, de 24, e Samuel Novato, de 26, moram no bairro Nacional, em Contagem, na Grande BH. "Eles, geralmente, escoltavam o veículo de entrega desde a sede da empresa até um local ermo, onde a abordagem era feita. Os três sempre chegavam armados, rendiam o motorista e tomavam a direção do veículo. No local, eles faziam o transbordo da mercadoria e abandonavam o veículo. Depois, os criminosos deixavam o motorista distante do local da abordagem”, afirmou o delegado.    Cobucci explicou que a quadrilha tinha como alvo empresas que transportam mercadorias em veículos estilo doblo. “Os carros usados por eles também eram de pequeno porte. As investigações mostram que um Voyage foi usado em várias ocasiões para fazer o transbordo dos produtos”, disse. Entre as mercadorias que teriam sido roubadas pela quadrilha, estão notebooks, computadores e celulares.    Os suspeitos presos nesta quinta-feira foram reconhecidos como os autores de três assaltos pelas vítimas. O trio, porém, negou envolvimento com os crimes em depoimento à polícia. Eles estão presos no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), no bairro Gameleira, região Oeste de Belo Horizonte, e vão responder por roubo qualificado e formação de quadrilha. Se condenados, podem pegar até 15 anos de prisão.   “O próximo passo agora é identificar os receptadores das cargas, o destino final das mercadorias e verificar se funcionários das empresas que foram roubadas tiveram algum tipo de participação”, afirmou Cobucci.   Até o momento, nenhuma carga roubada foi recuperada pela PC.

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