Após 21 dias de fechamento obrigatório, o primeiro dia de fevereiro ficou marcado com a volta das atividades não essenciais em Belo Horizonte. Nesta segunda-feira (1º), por conta da nova flexibilização, o transporte público na capital mineira voltou a ficar tumultuado.

A reportagem do Hoje em Dia foi ao hipercentro da cidade para acompanhar o movimento nas primeiras horas de reabertura dos serviços. Em uma das estações do Move, no Centro da capital, passageiros reclamaram dos ônibus cheios.

"Todo os dias está assim. Não estão lotados, mas cheios por conta da diminuição dos veículos", disse a atendente de telemarketing Jhennifer Moura, de 18 anos.

Para Thainá Lizandra, de 19 anos, a situação dos coletivos que vão até as estações é mais delicada. "O transporte, principalmente de bairro, é mais cheio por conta do menor número de ônibus. No Move é um pouco mais tranquilo", afirmou.

Segundo ela, dentro dos coletivos é difícil manter o distanciamento, porém grande parte dos usuários têm cumprido as medidas de segurança e usado máscara. "As vezes o ar-condicionado não está funcionando, e isso prejudica um pouco", completou.

Segundo funcionários das estações ouvidos pela reportagem, o movimento, no entanto, não aumentou em relação à última semana, mesmo com a volta das atividades hoje.

A reportagem entrou em contato com a BHTrans, Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) e aguarda retorno.

Metrô

Nesta segunda, o metrô voltou a operar no horário normal, das 5h15 às 23h. O intervalo entre as viagens será de até 10 minutos nos horários de pico nos dias úteis, enquanto nos demais períodos será de aproximadamente 20 minutos. Aos domingos, o horário entre cada viagem será de 25 minutos. As bilheterias abrem às 5h40 em todas as 19 estações.

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