Passagens mais baratas, mais conforto e agilidade e desconhecimento. Esses são os principais motivos que levam passageiros a usar o transporte clandestino para chegar ou deixar o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
 
É o que aponta pesquisa feita pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) sobre a qualidade do serviço prestado em veículos particulares, táxis, ônibus executivos, metropolitanos e irregulares. Por dia, 164.217 pessoas passam pelo aeroporto.
 
Os dados revelam que 17,63% dos usuários já embarcaram em um veículo ilegal. O DER estima que as estatísticas sejam quase 13% maior, o equivalente ao número de pessoas que preferiram não responder a pesquisa. “Acreditamos que elas preferem não assumir que usam o serviço clandestino”, diz o diretor de Fiscalização do departamento, João Afonso Baeta.
 
Foram ouvidas 2.342 pessoas, de 29 de maio a 4 de junho. Segundo a pesquisa, 26,21% dos passageiros optaram pelo transporte irregular por causa do menor preço (veja infográfico). De acordo com o DER, os clandestinos cobram a metade do valor recebido pelos motoristas de táxi, que é cerca de R$ 103 pela corrida.
 
Baeta ressalta que o transporte clandestino coloca em risco a vida das pessoas. O diagnóstico foi enviado à Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), para que sejam planejadas ações que aumentem a qualidade do transporte. O DER também intensificou também as blitze em Confins.