A Prefeitura de Passos, no Sul de Minas, anunciou nesta sexta-feira (22) a compra de 200 mil cápsulas de medicamento a base de cloroquina e hidroxicloroquina, além de azitromicina, para uso em pacientes com coronavírus. 

Apesar da polêmica sobre a eficácia do medicamento, originalmente usado para tratamento de malária, a prefeitura segue protocolo do governo federal que liberou a cloroquina para pacientes com sintomas leves.

O secretário de Saúde ressaltou que não distribuirá a cloroquina de forma indiscriminada, afirmando que o paciente precisará assinar um termo de consentimento.

“O paciente precisará passar por uma criteriosa avaliação de um profissional médico, que vai decidir se o mesmo precisará ou não tomar o medicamento, dependendo do estado de saúde ou de outras doenças. Nesse caso, o paciente deverá assinar um termo, em que declara estar ciente de que o remédio não possui eficácia comprovada cientificamente”, explica.

O documento afirma ainda que o paciente deve estar ciente que a cloroquina pode causar efeitos colaterais que podem levar à disfunção grave de órgãos, além do prolongamento da internação, à incapacidade temporária ou permanente, e até mesmo ao óbito.

O município salienta que será realizada uma investigação específica da droga, em nível de trabalho científico, demonstrando a efetividade do uso da cloroquina.

Em outra frente contra a pandemia, a secretária de Saúde realizará a higienização das ruas João Teixeira Mendes e João Pimenta com hipoclorito de sódio. O trabalho vem sendo feito desde 28 de março, nas vias mais movimentadas da cidade.