O retorno gradual da população às praças e demais áreas públicas de lazer de Belo Horizonte tem demandado atenção redobrada da Guarda Municipal sobre o uso de linhas cortantes para empinar papagaios. De janeiro a junho deste ano, nove ocorrências foram registradas e 1.522 latas com cerol, apreendidas.

Com o objetivo de orientar os motociclistas e a população em geral quanto aos riscos, agentes da corporação irão realizar, a partir das 10h desta segunda-feira (14), uma blitz educativa na avenida Amazonas, na esquina com a avenida Francisco Sá, no bairro Gutierrez, na região Oeste de Belo Horizonte.

Além disso, serão distribuídas antenas de proteção para os condutores de motos, principais vítimas dos acidentes provocados pelo cerol ou linha chilena, e também folhetos destacando a punição a que os responsáveis estão sujeitos.

Conforme a PBH, os guardas municipais têm se dedicado ao patrulhamento de áreas usadas com frequência por jovens para empinar pipas, sobretudo às margens de vias de trânsito rápido, de grandes avenidas e rodovias, fazendo abordagens voltadas para coibir a brincadeira fatal.

"As imediações do aterro sanitário desativado do bairro Jardim Filadélfia, localizado na região Noroeste, campos de futebol das regiões Norte e de Venda Nova, bem como a área da Bacia dos Camarões, no Barreiro, são locais onde têm sido recorrentes os flagrantes do uso de linhas cortantes por jovens que empinam pipas", informou a prefeitura, em nota.

Segundo a gestão, a aproximação das viaturas, na maioria das vezes, faz com que os responsáveis fujam, abandonado o material, que é apreendido pelos guardas para serem eliminados posteriormente. 

Campanha Cerol Mata

As ações da Campanha Cerol Mata lançada em 2017 pela prefeitura para combater a prática criminosa e salvar vidas, precisaram ser modificadas. Tradicionalmente, elas eram feitas entre a segunda quinzena de junho e a primeira de julho, período que coincidia com as férias escolares e com a incidência de ventos fortes.

Desde 2020, no entanto, em decorrência da pandemia de Covid-19, os trabalhos começaram a ser executados pelos guardas municipais durante as rondas preventivas realizadas em toda a cidade, dentro dos trabalhos de contenção de aglomerações de pessoas em espaços públicos.

A legislação proíbe o uso e o armazenamento de linhas cortantes, ficando o responsável sujeito ao pagamento de multas que variam entre R$ 100 e R$ 4 mil, podendo ser ainda punido criminalmente, nos casos em que o cerol ou a linha chilena causar ferimentos ou vítimas fatais.

Quem for flagrado usando linhas cortantes e não entregar espontaneamente o material, ao ser abordado por um guarda municipal, está sujeito a ser imediatamente encaminhado a uma unidade policial.

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