A Procuradoria Geral de Belo Horizonte se manifestou a favor da manutenção da eleição da escolha do nome do segundo filhote de gorila do Zoológico da capital. O tema virou polêmica depois que o Ministério Público pediu a suspensão da eleição, após ser acionado por uma ONG, que viu a indicação de nomes de origem africada como racismo. 
 
O prefeito de BH, Marcio Lacerda, disse nesta quinta-feira (25), que, assim como a Procuradoria, é a favor da manutenção do processo. “Eu acho que foi um equívoco do Ministério Público porque eu acho que existem outros problemas sérios na cidade que precisam merecer a atenção do órgão”, afirmou Mário Lacerda.
 
Polêmica
 
A eleição pública para a escolha do nome do segundo gorila nascido em cativeiro na América do Sul foi suspensa em 15 de dezembro. A recomendação para o cancelamento foi divulgada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
 
A recomendação se baseia em pedido feito em 9 de dezembro, pelo Instituto de Inovação Social e Diversidade Cultural (Insod). Segundo a assessoria do MP, a ONG julga como racista os nomes apresentados. As sugestões são: Ayo, que significa "felicidade"; Bakari, "o que terá sucesso"; e Jahari, "jovem forte e poderoso".
 
Ainda conforme o MP, a ONG afirma que as opções seriam nomes muito usados em descendência africana "e estariam causando desconforto em crianças de Belo Horizonte". 
 
(* Com informações de Alessandra Mendes / Hoje em Dia)