A partir de agosto de 2015, quem passar pelo trecho que será duplicado da BR-153 e BR-262, em Minas, terá que pagar pedágio. A decisão foi tomada durante a audiência pública promovida nesta quarta-feira (25) pela Comissão de Transportes, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). 
 
A obra da rodovia BR-153 prevê a duplicação o trecho do entroncamento com a BR-365, até a divisa entre Minas e São Paulo. Já na BR-262, a duplicação será feita do entroncamento com a BR-153, em Frutal, até Nova Serrana. As obras começaram em maio deste ano e têm o prazo de cinco anos para serem finalizadas. Ao todo serão duplicados 647,8 quilômetros pela Concessionária das Rodovias Centrais do Brasil (Concebra). 
 
De acordo com a Concebra, o valor previsto para o pedário ficará em torno de R$ 3, em cada praça. Porém, antes de iniciar a cobrança a empresa precisa entregar, no mínimo, 10% dos quilômetros a serem duplicados. Além disso, o local afetado terá que estar apto a receber o tráfego.
 
Em Minas, serão sete praças de pedágio, separadas uma da outra por cerca de 100 km. Na BR-153, ficarão localizadas duas praças: em Prata (km 127) e Fronteira (km 227). Já na BR-262, os locais serão Florestal (km 389), Luz (km 512), Campos Altos (km 600), Sacramento (km 736) e Campo Florido (km 863).
 
A previsão é que R$ 400 milhões sejam arrecadados com os pedágios, até 2016. A Concebra ficará responsável, no total, pela extensão de 1.176,5 km, compreendendo 630,2 km da BR-060 e da BR-153, desde os arredores de Brasília até a divisa de Minas com São Paulo, somados a 546,3 km da BR-262, que vão do entroncamento com a BR-153/MG, em Frutal, ao entroncamento com a BR-381, em Betim. Todo o trecho atravessa 48 municípios. De acordo com a Concebra, cerca de 5% do valor cobrado nos pedágios serão destinados a cada um dos municípios. 
 
Além disso, a Concebra precisará fazer melhorias em vias marginais, trevos, passarelas, ruas laterais e iluminação. A empresa terá ainda que oferecer socorro médico e mecânico especializado ao longo do trecho de concessão, por meio de 16 bases operacionais de Serviço de Atendimento ao Usuário (Saus), em Minas Gerais.