A Justiça mineira decidirá nesta quarta-feira (19) se o goleiro Bruno Fernandes terá o direito a progressão de pena para o regime semiaberto. A defesa do ex-atleta, que foi condenado em 2010 por orquestrar a morte da ex-namorada Eliza Samudio, também tenta anular uma condenação dele por falta grave.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a sessão ocorrerá na quarta-feira (19), na sede do órgão, na avenida Afonso Pena, no Centro de BH, a partir das 13h30. O julgamento será presidido pelo desembargador Doorgal Andrada. Bruno, que está preso em Varginha, no Sul de Minas, não irá comparecer. Para o procedimento é necessário apenas a presença dos advogados do réu.

Falta grave

Em fevereiro deste ano, o goleiro Bruno foi condenado por utilizar telefone celular e marcar encontro com mulheres nas dependências da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), em Varginha, onde cumpre pena. O encontro de Bruno com "as meninas", como diz o processo, aconteceu em 18 de outubro de 2018 e foi registrado por câmeras de uma emissora de TV.

No mês seguinte, o Conselho Disciplinar do Presídio de Varginha inocentou o goleiro. Mas o caso seguiu em julgamento e o juiz Tarciso Moreira de Souza, da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Varginha, identificou que houve a falta.

Com a condenação, o magistrado revogou a autorização para Bruno trabalhar fora do presídio, declarou a perda de um sexto dos dias remidos. Com a punição, Bruno também perdeu o direito de pedir progressão de pena.

Semiaberto

Se conseguir derrubar a condenação por falta grave, a defesa do ex-atleta poderá solicitar que Bruno volte para o regime semiaberto, quando o presidiário deixa a prisão durante o dia e retorna à noite. Os advogados do goleiro não foram encontrados pela reportagem para comentar sobre o caso.

O caso

Bruno foi condenado, em 2013, pelo homicídio triplamente qualificado da ex-namorada, ocultação do cadáver e sequestro e cárcere privado do filho. Ele chegou a ficar dois meses em liberdade, por causa de uma liminar, entre fevereiro e abril deste ano. Durante o período, atuou pelo Boa Esporte, de Varginha, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro de futebol. 

 
Eliza Samudio desapareceu em 2010 e o corpo dela nunca foi achado. Ela tinha 25 anos na época e era mãe do filho recém-nascido do goleiro. Na ocasião, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

Leia mais:
Justiça nega a ex-goleiro Bruno revisão de paternidade e pagamento de pensão
Bola é condenado a mais 16 anos de prisão, desta vez pela morte de motorista em BH
Liminar do TJMG derruba transferência do goleiro Bruno para penitenciária na Grande BH