O número de mortes por febre amarela confirmadas, por exame laboratorial, em Minas Gerais, desde dezembro de 2017, já chega a pelo menos 48. Desde o boletim epidemiológico publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na última terça (30) – quando havia 36 óbitos confirmados e outros 13 sob insvestigação –, várias prefeituras mineiras divulgaram outros casos atestados por exames.

A circulação do vírus em áreas mais amplas do em anos anteriores – incluindo cidades com maior concentração de pessoas – tem gerado preocupação na população e busca por vacina nos postos de saúde, que chegaram a abrir as portas aos sábados em várias cidades mineras. Algumas prefeituras decretaram situação de emergência. 

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única contra a febre amarela, recomendado a partir de 2014 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o ministério, estudos comprovaram que uma dose é suficiente para proteger a pessoa durante toda a vida.

Nesta sexta-feira (2), a prefeitura de Barbacena confirmou a morte por febre amarela de um morador de 41 anos de Ouro Branco, na região Central do Estado. Desde dezembro, outras três mortes foram atestadas via laboratório pela doença em Barbacena – de moradores da própria cidade, de Senhora de Oliveira e de Piranga, sendo que este último óbito já estava no balanço da SES.

A prefeitura de Barão de Cocais, na região Central do Estado, confirmou nesta quinta-feira (1º) a segunda morte por febre amarela na cidade. Outras duas estão sob investigação. A administração municipal informa que todos os infectados não eram vacinados e que 97% da população da cidade já está imunizada.

A prefeitura de Conceição dos Ouros, no Sul de Minas, também informou, nesta terça (30), que exames indicaram a febre amarela como motivação para as mortes de dois moradores. A administração municipal decretou situação de emergência na saúde pública e adiou a prova de concurso público que seria feita no próximo domingo (4).

Outras mortes confirmadas que não estavam no balanço semanal da SES são de moradores das cidades de Itabira, Belo Vale e Jeceaba, na região Central de Minas, Santo Antônio do Aventureiro, na Zona da Mata, e Aguanil e Bicas, no Sul de Minas.

Até o momento, a SES informa 81 casos da doença confirmados no Estado, desde julho de 2017 – outros 208 estão sob investigação. No primeiro período de monitoramento da doença pela pasta, entre julho de 2016 e junho de 2017, foram registrados 475 casos confirmados de febre amarela no Estado, sendo que destes, 162 evoluíram para óbito.

 

 

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