Conhecido pelos moradores do Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, como "ladrão da madrugada", um homem de 40 anos foi preso nessa segunda-feira (22), suspeito de cometer diversos furtos nas ruas do bairro e do Colégio Batista, que fica na mesma região. Para encontrar o homem, a Polícia Militar contou com a ajuda dos vizinhos, que mantêm um grupo no WhatsApp, onde trocam informações de segurança.

Segundo a PM, o suspeito estava sendo monitorado há algumas semanas, e já havia sido flagrado inclusive com imagens de câmeras de segurança cometendo furtos e arrombamentos nos bairros. Por isso, imagens dele estavam circulando no grupo "Vizinhos protegidos da região Leste", e alguns moradores comunicaram aos militares do 16º Batalhão, responsável pela área.

O tenente Diego Cordeiro, responsável pela prisão, disse ao Hoje em Dia que a corporação orientou os moradores a vigiar o suspeito e, assim que o vissem, acionar a PM. Na tarde dessa segunda, moradores dos bairro disseram que viram o homem circulando pelas ruas do bairro com uma bicicleta com um cadeado e uma escada.

"Ao ser abordado pelos militares, ele disse que havia comprado a bicicleta e a escada por R$ 40, mas que não tinha participação no furto, apenas teria receptado os materiais. Mas de posse das informações dos diversos furtos e arrombamentos, inclusive das imagens de câmeras de segurança que os vizinhos possuíam, nós efetivamos a prisão", contou o tenente.

União

Para Cordeiro, a união dos vizinhos por meio do aplicativo de mensagens foi um sucesso para que o suspeito fosse preso com rapidez, pois a comunidade pôde ajudar a polícia no trabalho de segurança pública. "A PM trabalha em parceria com a comunidade, então essa agilidade faz com que a polícia também consiga ser mais efetiva na segurança da população", comentou o tenente.

Em Minas Gerais, segundo a PM, já existem mais de 1.000 grupos de redes de vizinhos protegidos, que podem ser organizados pelos moradores das comunidades com apoio dos policiais que fazem o policiamento nas regiões. Para isso, basta procurar a companhia responsável pela comunidade. A lista de comunidades está disponível no site da PMMG.

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