As penas de quatro médicos condenados por tráfico de órgãos em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, foram reduzidas para cinco anos.
 
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o recurso foi julgado nessa terça-feira (25) e é referente ao caso da vítima José Domingos de Carvalho, de 38 anos e que foi atendido pelos médicos em abril de 2001, também em Poços de Caldas. 
 
Celso Roberto Frasson Scafi, João Alberto Goés Brandão e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes tinham sido condenados a oito anos e seis meses de prisão. Já Alexandre Crispino Zincone pegou pena de 11 anos. A decisão foi do juiz Narciso Monteiro de Castro. Todos teriam que cumprir pena em regime fechado, mas, agora, em semiaberto. 
 
Ainda segundo o TJMG, os desembargadores da 3ª Vara Criminal reduziram as penas levando em consideração o fato dos réus serem primários e a condenação ter sido em patamar máximo.
 
No dia 19 deste mês, pedido de habeas corpus feito pelos defensores de três dos sete médicos envolvidos com a "Máfia dos Órgãos" foi negado. Sérgio Poli Gaspar, Celso Roberto Scafi e Cláudio Rogério Carneiro Fernandes também foram denunciados pelo Ministério Público como responsáveis pela morte de Paulo Veronesi Pavesi, de 10 anos. Eles tiveram suspenso o direito de exercer as atividades médicas no setor público. Fernandes e Scafi estão detidos no Presídio de Poços de Caldas desde o dia 6 de janeiro deste ano por decisão da 1ª Vara Criminal da cidade. Eles foram condenados entre 14 e 18 anos de prisão pela retirada de órgãos da criança, no ano 2000. Já Gaspar está foragido.