A terceira mesa do Seminário Meio Ambiente e Cidadania 2014 – Equações para o caos da mobilidade urbana coube ao jornalista e coordenador do Catraca Livre Gilberto Dimenstein, que discutiu conceitos de cidade, educação e suas implicações para a questão da mobilidade. Soluções e propostas passam por inovação, que tem relação com a capacidade de inovação que esta cidade tem.
 
Cidades possuem ferramentas educacionais que podem contribuir para a maior educação, que reflete em soluções mais eficazes, mais humanas e inclusivas. "A cidade virou o principal espelho do que a gente deixou de fazer no Brasil. Não é possível pensar o Brasil se não pela ótica metropolitana. O papel do poder púbico não é gerir a questão do carro. A relevância coletiva é do ônibus e do metrô", disse. 
 
No começo de sua palestra, Dimenstein apresentou importantes números ligados à consciência de consumo, os desdobramentos do nível de integração das marcas com as questões ligadas à cidade.
 
- mais de 65% pagaria mais caro por marcas que promovem melhorias 
 
- mais de 70% trocariam por essas marcas
 
- mais de 70% trocaria de loja 
 
- 54% das pessoas acha que ações de sustentabilidade e de melhoria da cidade dão orgulho da marca que usam
 
Esses indicadores abriram o gancho para se pensar que a relação que as marcas, empresas têm com a cidade influenciam no perfil de consumo, abrindo espaço para que mais investimentos sejam feitos. Essas ideias poderiam servir como substrato para que mais investimentos sejam feitos na cidade, para que ela se torne mais maleável, com maior nível de interação com as cidades, com a mobilidade e maior inteligência na cidade.
 
Catraca Livre - a cidade compartilhada
 
O Catraca é uma ferramenta que conta o que há de graça nas cidades. Essa plataforma foi integrada a outras iniciativas, como o MapLink, que usa a lógica para mapear o transito da cidade e dizer o que há no entorno do ponto onde voce esta que é opção para fazer na hora do rush. Outras plataformas colaborativas foram criadas, dentro da plataforma para criar espaços solidários e de compartilhamento.
 
Essas plataformas permitem deslocamentos menores, diminuem os deslocamentos "desnecessários", impactando diretamente em sua mobilidade.

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