Segunda-feira é o dia oficial para começar a dieta. E, para quem acordou hoje disposto a fechar a boca, o que não faltam são opções de receitas “milagrosas” para perder peso. Independentemente do método escolhido, os resultados são inevitáveis, atesta uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade McMaster, no Canadá.

Após análise clínica de 7 mil adultos que precisavam emagrecer, o estudo comparou o impacto dos regimes que restringem carboidratos – semelhante às dietas batizadas de Dukan e Atkins – e das que cortam o consumo de gorduras.

Conclusão: após seis meses de restrições, os efeitos na balança foram praticamente os mesmos. Quem reduziu a quantidade de carboidrato emagreceu 8,6 quilos, enquanto as pessoas que baniram a gordura do prato viram os ponteiros descerem 7,7 quilos. Com o fim da dieta, porém, a média de perda de peso foi a mesma, 7,2 quilos.

No dia a dia, há muita gente que testa os resultados de famosos métodos emagrecedores. Como Renata Miranda, de 29 anos, que apesar de ser cuidadosa com a alimentação, recorre à dieta da proteína quando tem urgência para eliminar alguns quilos.

“Se tenho viagem marcada e preciso ter uma mudança rápida no corpo, reduzo a quantidade de carboidratos e dou preferência às carnes, ovos e iogurtes”. Pela manhã, no entanto, não abre mão de uma torrada – fonte de glicose para ativar o cérebro – e mantém as frutas e verduras no cardápio. Na última vez que fez o regime, perdeu mais de um quilo em dez dias.

Pesquisa de universidade do Canadá aponta que a pessoa pode escolher a dieta mais adequada ao própri

Renata Miranda recorre à dieta da proteína quando tem urgência para eliminar alguns quilos. Foto: Carlos Rhienck/ Hoje em Dia

Os efeitos da dieta de Natália Gherard, de 24 anos, foram ainda mais surpreendentes. Ao tirar a gordura das refeições e incluir exercícios físicos na rotina, fez a façanha de perder 10 quilos em cinco meses e, o mais importante, melhorar a qualidade de vida. Todo o processo foi acompanhado por um nutricionista.

“No lugar do queijo, entrou o cottage. Substituí a carne vermelha por carne branca e peixe, e me alimento com muitas verduras e comidas integrais”, disse Natália. As castanhas, fontes de gorduras saudáveis, foram mantidas.

Alerta

Embora qualquer restrição alimentar resulte em perda de peso, a nutricionista Raphaella Cordeiro, especialista em nutrição clínica e esportiva, ressalta que a maioria dos métodos apresentados na internet e em revistas são prejudiciais à saúde. “Nenhum grupo de alimentos precisa ser totalmente excluído para que os objetivos sejam alcançados”, observou.

Segundo ela, dietas muito restritivas têm data para acabar e, consequentemente, os resultados também vão embora com o passar do tempo. E quem insiste em manter um regime muito severo por um longo período, sem orientação profissional, corre o risco de perder massa muscular e não se livrar da gordura.

“Só vale à pena emagrecer se for com saúde. Excesso de proteína, por exemplo, causa sobrecarga renal, aumenta o consumo de gordura saturada e pode trazer problemas cardiovasculares pelo aumento do colesterol”, avisa. E as gorduras, em quantidades adequadas, são fundamentais para a produção do hormônio e absorção de vitaminas.