Informações detalhadas sobre hábitos alimentares, peso e altura de crianças de até cinco anos estão no foco do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), que teve início nessa segunda-feira (1º) em Minas e será finalizado em maio. A pesquisa é feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro sob encomenda do Ministério da Saúde.  

No Estado, além da capital, 660 domicílios serão percorridos nas cidades de Betim, Contagem e Ribeirão das Neves, na Grande BH; Juiz de Fora, na Zona da Mata; Montes Claros, no Norte de Minas; e Uberlândia, no Triângulo Mineiro. De acordo com a instituição, essa é a segunda fase do inquérito, que, pela primeira vez no país, terá pesquisadores visitando 15 mil domicílios em 123 municípios. 

Além do questionário, serão realizados exames de sangue nos participantes com mais de seis meses de vida e o mapeamento sanguíneo de 14 micronutrientes, como os minerais zinco e selênio, e vitaminas do complexo B, além de investigadas informações sobre amamentação, doação de leite humano, consumo de suplementos de vitaminas e minerais, habilidades culinárias, ambiente alimentar e condições sociais da família. 

Como explica Gilberto Kac, coordenador nacional do Enani, o objetivo é obter dados inéditos sobre o crescimento e o desenvolvimento infantil para compor um retrato da nutrição infantil no Brasil, que possa subsidiar a elaboração de políticas públicas na área de saúde e nutrição no futuro.

"Os dados sobre estado nutricional antropométrico poderão ajudar a responder, por exemplo, se a desnutrição está realmente diminuindo como um problema epidemiológico. Por outro lado, o estudo deverá corroborar a acertada definição do Ministério da Saúde em indicar a prevenção da obesidade com prioridade em sua agenda", afirmou o pesquisador.

Visitas domiciliares

Segundo a instituição, entre este mês e o próximo, serão visitados mais de 2.760 domicílios em 20 municípios de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, além de Brasília e regiões administrativas do Distrito Federal. 

O primeiro ciclo de visitas domiciliares do Enani, que começou em março, continua percorrendo casas no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia. Até o fim do ano, todos os estados brasileiros receberão os pesquisadores de campo.