Microrganismos encontrados no solo, rochas, gelo e lagos do Polo Sul podem se tornar, no futuro, aliados no combate de doenças como leishmaniose e dengue. É isso que sugere o projeto de pesquisa MycoAntar: diversidade e bioprospecção de fungos da Antártica, coordenado pela UFMG. No próximo domingo, uma equipe embarca em uma viagem rumo ao continente gelado para avançar nos estudos sobre o tema.
 
A bordo de um navio e percorrendo diversos pontos ao longo da Península Antártica – inclusive ilhas nunca antes visitadas por cientistas –, os pesquisadores irão coletar amostras de solo e sedimento marinho. Já no Brasil, será feito um processo para analisar se os fungos encontrados produzem substâncias que podem se transformar em novos remédios.
 
“Além de especialistas, alunos dos cursos de Comunicação Social e Belas Artes da UFMG também fazem parte dessa viagem”, afirma Luiz Henrique Rosa, professor do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e coordenador do projeto. Eles serão responsáveis por registrar o dia a dia dos pesquisadores na Antártica e fazer um documentário que, no futuro, será apresentado à sociedade.
 
Até o fim do verão no Polo Sul, outros grupos serão enviados ao continente para trabalhar em outras fases da pesquisa. “Aproveitamos ao máximo essa estação, quando a temperatura é mais amena”. Entre outubro e março, explica Luiz Henrique, os termômetros variam de -10ºC a 10ºC.
 
FIQUE POR DENTRO
 
Parceiros no projeto
 
Quem quiser acompanhar a trajetória da equipe de pesquisadores pode acessar o blog MycoProjector e o perfil do projeto no Facebook.
 
Também participam da pesquisa as instituições Embrapa Meio Ambiente, Centro de Pesquisas René Rachou, Universidade Estadual do Paraná e Universidade Federal de Tocantins.