Um novo boletim do projeto de monitoramento dos esgotos de Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana, constatou que a incidência do novo coronavírus nos dejetos das duas cidades segue crescendo. O vírus foi identificado em 88% das amostras na bacia do ribeirão do Onça.

O dados são relativos a um levantamento feito entre os dias 11 e 15 de maio. No balanço anterior, realizado entre os dias 27 de abril e 8 de maio, 69% de amostras deram positivas para o coronavírus. Já na bacia do ribeirão Arrudas, houve leve queda do total de amostras positivas, passando de 50% para 43% no mesmo período de comparação.

Essas duas sub-bacias recebem efluentes de uma população de 2,2 milhões de pessoas, o equivalente a 71% do total de habitantes da Grande BH.

Ainda não há evidências da transmissão do vírus através das fezes, mas os dados coletados permitem indicar áreas com maior incidência da doença, o que pode direcionar a adoção de medidas, inclusive sobre relaxamento consciente do isolamento social. “Nosso objetivo é prover a sociedade com informações o mais atualizadas possível para ajudar na tomada de decisões quanto ao combate à pandemia e à tomada de medidas de retorno ao convívio social”, afirma Christianne Dias, diretora-presidente da ANA. 

O estudo Monitoramento Covid Esgotos, que terá duração de dez meses, é realizado em 24 pontos de coleta no sistema de esgotamento pela Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis/UFMG). A ação é realizada em parceria com o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).