Formar uma geração de novos cientistas é um dos motes do programa “Ciência na Escola”, do governo federal, que pretende qualificar professores e estimular estudantes dos ensinos fundamental e médio das escolas públicas do país. Serão disponibilizados R$ 100 milhões para que instituições apresentem propostas para incentivar a temática nos bancos escolares.

A iniciativa busca despertar o interesse dos alunos mais novos pelas carreiras científicas e aumentar a interação com as faculdades. 
Até 27 de maio, na primeira etapa do programa, serão cadastradas as ideias de pessoas vinculadas a entidades sem fins lucrativos, sejam elas de ensino superior ou de pesquisa. Os interessados devem preencher a ficha no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o cnpq.br.

Podem ser inscritos projetos de pesquisa, atividades práticas e avaliação. Uma das exigências é que as propostas sejam formuladas em conjunto por pesquisadores e professores das escolas da educação básica. Os trabalhos aprovados terão duração máxima de 24 meses. A abertura do processo de seleção para instituições de ensino ainda não tem data definida. Nesse caso, o objetivo é valorizar uma proposta pedagógica na qual o aluno seja o protagonista no processo de aprendizagem.

Investimento

A verba de R$ 100 milhões poderá ser pleiteada por escolas, universidades, centros de ciência e espaços de desenvolvimento científico e inovação. 
Os recursos serão distribuídos em diferentes escalas de projetos, como estadual (R$ 4 milhões), interestadual (R$ 10 milhões) e regional (R$ 20 milhões).

Mais iniciativas

Neste ano, a Olimpíada Nacional de Ciências será ampliada. A ideia é destinar R$ 1 milhão para o projeto e chegar a um milhão de alunos participantes, de vários estados brasileiros.

O governo federal também anunciou uma chamada pública para destinar recursos a pesquisadores com estudos relacionados à temática científica, com foco no ensino de matérias dos anos finais dos ensinos fundamental e médio. O Objetivo é aproximar universidades, instituições científicas e tecnológicas e escolas públicas. 

(*Com Agência Brasil)