A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram, nesta segunda-feira (23), uma megaoperação em combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em Minas e em outros 9 estados. Foram executados 145 mandados de busca e apreensão e 66 de prisão, além do sequestro de R$ 400 milhões em bens originários do narcotráfico.

Segundo a Receita, a ação, batizada de Enterprise e considerada a maior do ano, dá sequência ao processo de descapitalização patrimonial, prisão de lideranças e cooperação internacional iniciado em 2017. Na ocasião, a investigação desmantelou uma organização criminosa que atuava na exportação de entorpecentes a partir de portos brasileiros e apreendeu cerca de 50 toneladas de cocaína. 

Na operação realizada nesta segunda, cerca de 670 policiais federais e mais 30 servidores da Receita cumpriram mandados, além do territóro mineiro, no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. As medidas foram expedidas pela 14ª Vara Federal de Curitiba. Foram apreendidos imóveis, veículos de luxo e aeronaves, com expectativa de que outros bens sejam identificados no decorrer das investigações.

Lavagem de dinheiro

Conforme as investigações, os criminosos usavam “laranjas” e empresas fictícias para a lavagem de bens e ativos multimilionários no Brasil e no exterior a fim de dar aparência lícita ao lucro do tráfico.

A Justiça brasileira emitiu, ainda, ordem de prisão para outros oito investigados que estão na Espanha, Colômbia, Portugal e Emirados Árabes Unidos, bem como a identificação e sequestro de bens em outros países. A Interpol será responsável pela execução a nível internacional. Além disso, foram concedidos 37 pedidos de arresto (mandados de apreensão) de aeronaves.

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