Uma advogada foi presa em Formiga, na região Centro-Oeste de Minas, na manhã desta terça-feira (16), por suspeita de fraudar documentos para ter acesso a benefícios de auxílio reclusão. Ela foi levada para o presídio Floramar, em Divinópolis, na mesma região, e quatro endereços ligados à suspeita foram alvos de mandados judiciais de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram início no dia 8 de março deste ano, após denúncia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A partir das investigações, verificou-se que a advogada teria instruído pelo menos 20 processos de auxílio reclusão com documentos falsos, como certidões de nascimento e atestados carcerários.

A polícia apurou que ela teria apresentado atestados carcerários com datas alteradas e com indicação de que o recluso a ser beneficiado ainda se encontrava preso, quando, na verdade, já havia deixado a prisão.

Ainda segundo a investigação, a advogada criava dependentes de presos, apresentando certidões de nascimento falsificadas e se cadastrava como procuradora para receber os benefícios, passando a sacar os valores no banco após o deferimento pelo INSS. Para isso, além de utilizar documentos falsos, a advogada cadastrava seus próprios familiares como representantes legais de dependentes dos presos.

De acordo com a Polícia Federal, os presos não tinham conhecimento do esquema.