Cinco engenheiros que prestam serviço para a mineradora Vale e que atestaram a segurança da barragem 1 da Mina do Feijão, que se rompeu em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram presos nesta terça-feira (29). As ordens judiciais, expedidas pela Justiça Federal, foram cumpridas em Nova Lima, na Grande BH, e em São Paulo. Os alvos foram sedes da empresa e residências dos envolvidos.

Ao todo foram cumpridos sete mandados, sendo cinco de prisão e os demais de busca e apreensão. As ordens de prisão têm validade de 30 dias. A megaoperação, conforme a Polícia Federal (PF), ocorreu para "apurar responsabilidade criminal pelo rompimento de barragem que havia na mina do Córrego do Feijão na cidade de Brumadinho".

Os investigadores apuram se documentos técnicos, feitos por empresas contratadas pela Vale e que garantiam a segurança da barragem que se rompeu, foram, de alguma maneira, fraudados. A tragédia, que aconteceu na última sexta-feira (25), deixou, até o momento, 65 mortos. O número de desaparecidos é de 279 e 386 foram localizadas.

A Vale informou, por nota, que está colaborando plenamente com as autoridades. "A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas".

Megaoperação

Além da PF, a ação deflagrada nesta terça-feira contou com a participação do Ministério Público Federal, os Ministérios Públicos Estaduais de Minas e São Paulo, e as polícias Civil e Militar de Minas.


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