Quatro pessoas foram presas pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (4), em Belo Horizonte, suspeitas de participação em um esquema de lavagem de dinheiro. A "Operação Balaio de Palha" cumpriu ainda nove mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens ou valores.

De acordo com o delegado Thiago Severo de Rezende, o grupo se qualificou na criação de empresas para fazer transações financeiras ilícitas. "A organização criminosa se especializou na criação de pessoas jurídicas fantasmas, com a utilização de laranjas, para movimentar o dinheiro de outras organizações criminosas", explicou.

As investigações apontam que o grupo era sediado em BH, com clientela diversificada, incluindo doleiros na Bolívia e no Paraguai. Dentre os crimes investigados pela PF, estão o tráfico de entorpecentes, contrabando e extração ilegal de ouro.

Até o momento, foram identificadas 30 empresas usadas no esquema, com participação de pelo menos 24 pessoas como laranjas. A movimentação que levantou a última suspeita foi de mais de R$ 500 milhões, sendo quase R$ 100 milhões em dinheiro. 

Parte do dinheiro levantado pelo grupo teria sido usado para abrir uma empresa de produção de cigarros de palha, como parte do esquema de lavagem. Outros bens e imóveis também foram comprados com o dinheiro do crime, e ocultados em nome de outras pessoas.

Os responsáveis podem responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica, além de outros crimes que estão em apuração. Se condenados, eles podem ficar presos por até 31 anos.

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