‘Ele é um jogador muito potente, com personalidade e se doa para a equipe’

Frederico Ribeiro - Hoje em Dia
26/08/2015 às 07:46.
Atualizado em 17/11/2021 às 01:30

Você e o Lucas são dois atacantes que nasceram en La Plata. Recorda do dia em que o conheceu?

Nós dois nascemos em La Plata, tive a oportunidade de conhecer o Lucas graças a meu irmão Gabriel, a quem foi recomendado por Marcelo, seu professor em Cambaceres de Ensenada. E foi neste momento que falei com o pessoal do Boca e teve a possibilidade de ter uma avaliação e, depois disso, ficou no clube.

Você já era um ídolo do Boca e Lucas era apenas um menino. Mas, naquela época, já era possível notar potencial no jovem atacante?

Lucas teve um bom campeonato no primeiro ano, na sexta divisão, na qual foi o artilheiro e campeão. Era um jogador com um potencial muito grande, que graças ao próprio esforço e sacrifício, conseguiu melhorar a condição física e técnica. Foi aí que o Alfio Basile (então técnico do Boca Juniors) o promoveu aos titulares. Sua evolução foi notável.

Você teve um papel fundamental para que Pratto começasse a carreira no Boca Juniors. Mas ele não teve muitas chances no time principal. Sabe os motivos?

Lamentavelmente, Lucas não teve muitas chances por conta da minha presença, já que ele jogava na minha posição. Mesmo assim, pôde estrear e jogou ao meu lado no time de cima. Mas, devido a essas poucas oportunidades, ele decidiu seguir a carreira em outro clube. Assim, era possível ver que tinha gana e desejo de projetar-se até atingir o nível de grande profissional que é hoje.

Consegue observar semelhanças em seu estilo de jogo e no de Pratto?

Prefiro não fazer comparações, mas ele é um jogador muito potente, com personalidade, se doa para a equipe e tem um bom jogo aéreo. Com o tempo, ele foi se completando dentro das quatro linhas.

Você construiu história na Seleção Argentina, até com um gol na Copa do Mundo de 2010. Lucas ainda não foi convocado, mesmo tendo sido o melhor jogador na Argentina no ano passado. Crê que ele tem espaço na equipe do seu país?

A Seleção Argentina tem muitos atacantes de grande nível e isso fez com que as oportunidades não aparecessem para Lucas. Mas acredito que ele demonstrou uma capacidade para brigar pela convocação. Desejo que, com o tempo, ele seja chamado.

Por fim, imagino que você tenha uma relação de amizade com Pratto. Gostaria de deixar alguma mensagem para ele?

Me alegro muito pelo momento que ele está passando, pois sei que custou muito a Lucas chegar até aqui. Ele lutou desde o primeiro dia que chegou ao Boca e nunca se deu por vencido para alcançar sucesso na carreira, com sacrifício, responsabilidade, esforço e dedicação.

* Martím Palermo, 41, destacou-se como atacante do Boca Juniors. Atualmente, é treinador na Argentina

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