Aproximadamente 52 mil consumidores já ficaram sem energia elétrica neste ano, em Minas Gerais, por causa de pipas e papagaios. Apenas nos quatro primeiros meses de 2020, conforme levantamento da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), essa prática foi responsável por 170 ocorrências de interrupção no fornecimento de energia elétrica. No ano passado, foram 500 mil clientes prejudicados.

O cerol é apontado como um dos principais responsáveis por deixar os mineiros no escuro. A mistura cortante feita com cola e vidro é capaz de decepar os cabos da rede elétrica. Além disso, muitos curtos circuitos são provocados pela tentativa de retirada de papagaios presos aos cabos.

Para evitar acidentes do tipo, especialmente neste período em que os ventos fortes são atrativos para quem solta pipa, a Cemig alerta sobre o perigo da brincadeira. De acordo com João José Magalhães, gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da companhia, os pais e as crianças devem ficar atentos para que não haja risco à segurança. 

“Para brincar com segurança, as pipas devem ser soltas em locais abertos e afastados da rede elétrica, ou seja, nunca em áreas urbanas. Também é preciso evitar o uso de fios metálicos ou cerol e, caso a pipa fique presa nos fios dos postes, elas não podem ser resgatadas, porque acidentes nestas condições podem ser fatais* , orienta. 

A linha chilena, mais potente que o cerol, também não deve ser utilizada. Vale ressaltar que a lei estadual 23.515/2019 proíbe o uso de cerol ou de qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipas e papagaios. Quem for flagrado usando o produto está sujeito ao pagamento de multa.